Segurança automóvel. Cadeiras infantis devem estar de costas para o condutor até aos 4 anos


São as novas diretrizes da Academia Americana de Pediatra. Quais são as recomendações em Portugal? 

É bastante frequente ver bebés nas cadeirinhas dos carros virados para a frente. Os pais garantem que é mais fácil vigiá-los, podem ir interagindo com eles e, no caso das crianças que já são maiores do que a cadeira, podem ir de pernas esticadas.

O problema é que esta é a posição menos segura para transportar uma criança num automóvel - devido à fragilidade do pescoço e ao peso da cabeça, em caso de acidente estão mais protegidas. A pensar nisso mesmo, a Academia Americana de Pediatra atualizou a 30 de agosto as diretrizes de transporte de crianças em automóvel.

Até então, as recomendações sugeriam que as crianças deveriam ir de costas para o motorista até aos 2 anos. Agora, a idade média recomendada são os 4. Os pais podem interagir com os miúdos colocando um espelho no banco, o que lhes permite verem-no facilmente durante a condução. Quanto à questão das pernas, podem ir dobradas - a Academia Americana de Pediatra garante é mais seguro para os membros.

Quais são as recomendações em Portugal

Em 2010, a Direcção Geral da Saúde (DGS) atualizou as regras de transporte de crianças em automóvel e introduziu esta mesma recomendação: as crianças devem viajar de costas até aos 4 anos.

"As crianças devem viajar voltadas de costas para o sentido do trânsito até aos 3 ou 4 anos. Esta é a posição mais segura para as transportar no automóvel, devido à fragilidade do pescoço e ao peso da cabeça", lê-se no documento. "Caso seja mesmo necessário, só a partir dos 18 meses será admissível que a criança viaje virada para a frente."

"As cadeirinhas voltadas para trás salvam a vida de nove em cada 10 crianças em caso de acidente. Na Suécia, onde o seu uso é generalizado, não há mortes de crianças nessa faixa etária em acidentes banais", disse na altura Helena Sacadura Botte, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), ao "Diário de Notícias".