Sábados no Castelo de São Jorge

08-07-2018

Local: Castelo de São Jorge - Lisboa | Data: 14 de Julho às 19h00

As tradições ancestrais de festejar o Carnaval em Lisboa mantiveram-se durante todo o séc. XIX.
A partir de meados do séc. XIX com o triunfo dos liberais e a derrota dos absolutistas, as celebrações carnavalescas passaram a ter uma conotação mais política, através do aparecimento, no meio dos desfiles de mascarados, da figura típica do XEXÉ.

Esta figura era uma sátira à Lisboa do séc. XVIII e à antiga nobreza portuguesa. O XÉXÉ era a principal figura das paródias de Carnaval até 1910.

Era a Caricatura da Lisboa Miguelista: trajava uma casaca de seda colorida, calção e meia branca, sapatos de fivela, cabeleira de estopa, punhos de renda e um enorme chapéu bicorne, à moda de finais do séc. XVIII - séc. XIX. Empunhava um facalhão de madeira e papel de prateado com o qual ia ameaçando: "Arreda que te espeto".

Com a Implantação da República, em 1910, o velho Carnaval passou a ser considerado de mau gosto. Contudo, a tradição não se perdeu totalmente e os desfiles de Carnaval em carros alegóricos pela Avenida da Liberdade mantiveram-se, até aos finais da década de 1920, substituídos mais tarde pelas Marchas de Lisboa.

A universalidade do Circo, fazendo pontes entre clássico e modernidade, favorece processos fortemente interdisciplinares, significantes e dialógicos, ajudando a abraçar a diversidade, a diferença e a multiculturalidade.

Através do tratamento desta personagem, e a partir de referências plásticas e conteúdos antigos e atuais, será apresentada uma recriação do XEXÉ com a irreverência dos jovens e o olhar dos nossos dias. Serão interpretadas várias performances da época como a dança da Luta; a Dança das Espadas; a Dança da Bica e a Dança dos Machetins.