O que os miúdos de hoje querem ser quando forem grandes


Investigadores perguntaram a 2000 crianças que profissão gostariam de vir a desempenhar. Ouviram respostas surpreendentes e outras que o tempo não mudou. Um em cada quatro miúdos espanhóis gostava de trabalhar sob as ordens de um grande atleta, como Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi, diz uma pesquisa do grupo Adecco Survey, especialista em recursos humanos, que perguntou a cerca de 2000 crianças entre os 4 e os 16 anos de idade o que gostariam de fazer em crescidas. As miúdas revelaram maior propensão para a autogestão, mas quando se lhes perguntou quem gostavam de ter como líder a maioria citou o nome da cantora colombiana Shakira.

A mesma investigação mostra que profissões tradicionais, que faziam as delícias das crianças de há 30 anos, ainda ocupam lugar de destaque nas novas gerações. Assim, muitos miúdos sonham ser jogadores de futebol (18,9%), polícias (9,7%) e professores (7,7%). A novidade está na categoria youtubers (6,1%). As raparigas gostavam de ser professoras (30,3%), veterinárias (9,6%) ou médicas (8,1%).

"A profissão com pior imagem é a de político, descartada por 22,6% dos jovens participantes da pesquisa", esclarece um artigo do Huffington Post na sua versão espanhola. Que mostra ainda que os rapazes gostavam de ter um emprego ligado ao desporto (27%) ou à segurança (16,3%), algo relacionado com engenharia (10,25%) ou novas tecnologias (8,2%).

As miúdas revelaram mais interesse por tarefas ligadas à educação e infância (31,3%) e à saúde (14,6%), assim como profissões onde pudessem tratar de animais (13,6%). O desporto já merece a atenção de 6,6% das raparigas.

O estudo da Adecco revela que a maioria das crianças, 59,1%, imagina vir a trabalhar com robôs e 15% admitem mesmo que, quando forem adultos e entrarem no mercado de trabalho, haverá mais robôs do que humanos na sua equipa.

Relativamente a salários, enquanto muitos rapazes sonham com ordenados chorudos (25%), a resposta mais comum entre as raparigas foi a de um salário entre os 500 e os 1.000 euros por mês (11,6%) ou entre os 2.000 e os 3.000 euros mensais (11,1%).

Os participantes apontaram uma série de fatores que consideram importantes para o bem-estar profissional. A saber: ter bom ambiente de trabalho e uma boa relação com os colegas (25,5%). Para 15,9% dos entrevistados o mais importante é "gostar do que se faz" e 13,6% ficaria feliz, sobretudo, "com bom salário".

Quando lhes perguntaram o que gostariam de salientar numa entrevista de emprego, as crianças estudadas responderam que seria bom reforçar características da sua personalidade (30%), as suas competências (21%) e a sua atitude (12,1%). Para chegar a essa entrevista a maioria imagina ter recorrido ao online (42,1%), e 32, 7% admite ter entregue o currículo em mão.

O estudo revelou ainda que muitos destes jovens gostariam de terminar a vida profissional para se dedicar a viajar, a cuidar da família ou simplesmente a viver em paz.