Mas, afinal, os filhos não nascem para serem o que os pais não foram?


Os pais são pessoas, com alguns pensamentos bonitos mas também com outros, muito feios. Idealizam, sonham, imaginam e não deixam de o fazer só porque são pais. Então, vem o confronto. O confronto com o que idealizaram e o que é agora real, com os pensamentos feios de desilusão que fingem não ter, que querem negar ou, às vezes, já não fingem e os filhos percebem.

Um filho não serve para ser o que idealizámos e se, de alguma forma, isso está aí escondido e secreto, saiba que vai desiludir-se, porque não é isso que é suposto acontecer. Vai estar à espera.

Voltar a esperar e deparar-se sempre com aquilo que não quer esperar. Os filhos são pessoas com características próprias, influenciados pelo que os rodeia e com uma estrutura biológica; serão pouco saudáveis se nascerem para corresponder às expectativas dos pais, para as superarem ou para serem o que os pais sonham. E se eles não sonharem com o que os pais sonham?