Conselhos para sobreviver ao seu adolescente


Promova o diálogo em casa. Ao jantar, falem do que sentem, das emoções entre todos. Habitue-se, e aos seus filhos, a perguntar quando querem saber algo. Seja direto e não partilhe as suas preocupações como se de uma desavença se tratasse: opte por um tom curioso, empático e genuíno, não pelo tom de ralhete.

Seja cúmplice nas pequenas coisas: tarefas, compras e atividades normais do dia-a-dia. Em vez de cada um estar fechado nas suas rotinas individuais, promova a possibilidade de trocarem experiências, valorizando verbal e não verbalmente o que o seu filho vai expressando.

Recorra ao humor como forma de fortalecer os laços com o seu filho desde tenra idade, e mantenha a prática na adolescência. Tenham piadas só vossas, pequenas provocações cómicas de um e do outro, desde que sejam bem aceites por ambos. Observe, experimente, recue se for preciso e não insista se por acaso não resultar por algum motivo.

Dê o exemplo. Muitos adultos esperam que o adolescente continue a partilhar tudo o que lhe acontece, pensa e sente, quando eles próprios têm dificuldade em conversar sobre acontecimentos, perdas ou outras mudanças significativas que possam afetar todos. Tome a iniciativa de se abrir com o seu filho. Se nenhum o fizer, aumenta o desconhecimento entre ambos e as dificuldades para comunicarem e se conhecerem.

Se só impuser regras e limitar, sem facilitar, vai tudo ao ar. O adolescente saudável questiona, quer saber, argumenta, precisa de fundamentação, por isso é importante o adulto explicar o objetivo das regras estabelecidas, dos acordos feitos, do que é esperado, por que razão é assim e não de outra maneira.

Respeite a privacidade do seu filho. Sendo adolescente, ele precisa e tem o direito de guardar para si assuntos, pensamentos e sentimentos. É importante conhecê-lo, mas não insista excessivamente. Se por acaso suspeitar que se passa algo de preocupante, esteja atento e tente perceber os motivos sem exigir que ele lhe conte tudo.