Brigas entre irmãos? Como vencer essas batalhas


Andam sempre pegados. Por um brinquedo, por um lugar no sofá, por uma goma. Por tudo e por nada. O que fazer? Por vezes, entre irmãos, o melhor é mesmo não meter a colher. 

Eles pegam-se por minudências? Sempre a barafustar um com o outro? Isto é meu. Aquilo é meu. É tudo meu. Sempre a mesma conversa? São irmãos, amam-se muito, sabemos disso, mas andam sempre à guerra. E os cabelos dos pais ficam em pé. O que fazer? Ameaçar pode ser o caminho mais fácil. Mas não é o mais eficaz. Algumas dicas na fotogaleria que se segue.

  • Não entrar em comparações. Essa tática gera ainda mais rivalidade entre irmãos e prejudica a autoestima. 
  • Lutas frequentes e intensas? Não adianta levantar a voz ou ameaçar jogar brinquedos pela janela. Berros e ameaças não são soluções. Normalmente só complicam a situação. 
  • Não ter pressa. Perceber o que se está a passar. Tentar ouvir a versão de cada um para não fazer julgamentos apressados. É importante refletir sobre o que se passa. 
  • Não usar rótulos. Não usar adjetivos como irrequieto, chato, pica miolos, conflituoso. Os filhos precisam de ser amparados, acompanhados, acarinhados. 
  • Ajudar a canalizar a raiva, a gerir emoções e sentimentos, a partilhar o que sentem. O caminho é por aqui. 
  • Oferecer soluções, resolver as causas. Criar regras pode ser benéfico. Ajuda a perceber que os compromissos são para respeitar e cumprir. 
  • Ensinar a dividir. Dá trabalho mas é uma boa estratégia para evitar aquelas brigas por objetos desejados exatamente ao mesmo tempo, naquele preciso segundo. Se são irmãos têm de partilhar muita coisa. 
  • Impor limites. Encontrar soluções democráticas. Estabelecer consensos. 
  • Intervir ou não intervir? Há brigas que podem piorar se a mãe ou o pai interferirem. Há situações em que o melhor é dar-lhes a oportunidade de tentarem resolver o conflito. Sem intermediários.
  • "Podemos educar os nossos filhos para que eles saibam tomar decisões e resolver conflitos sem ter sempre a nossa presença", sublinha Ruth Alfonso Arias, educadora infantil, em declarações ao jornal espanhol El País.